Vénus

Vénus é o segundo planeta mais próximo do Sol e o sexto maior, no nosso sistema solar. A sua órbita é a mais circular, e com uma excentricidade de menos de 1%.
A Mariner 2 foi a primeira sonda a visitar Vénus, no ano de 1962. Depois da Mariner 2, Vénus foi explorada por muitas outras sondas como as famosas Pioneer Vénus, a sonda soviética Venera 7 (a primeira sonda a aterrar noutro planeta), e a Venera 9, que enviou as primeiras fotografias da superfície de Vénus. Mais recentemente, a sonda americana Magalhães produziu mapas detalhados da superfície de Vénus, utilizando o radar.
A rotação de Vénus é um pouco invulgar, devido à sua lentidão (243 dias terrestres por cada dia em Vénus, um pouco maior que um ano venusiano) e retrógrada, o que pode explicar o facto de não existir um campo magnético neste planeta. Em adição, os períodos de rotação deste planeta, e da sua órbita são sincronizadas, dado que apresenta sempre a mesma face em direcção à Terra quando os dois planetas estão na sua maior aproximação. Não se sabe se este efeito de ressonância é apenas coincidência ou não.
Devido às semelhanças existentes entre o planeta Vénus e a Terra, Vénus é tida como o planeta irmão da Terra. Sendo algumas dessas semelhanças as seguintes:
- Vénus é apenas um pouco mais pequeno que a Terra. O diâmetro de Vénus corresponde a 95% do diâmetro da Terra, e a massa de Vénus corresponde a 80% da massa da Terra;
- Ambos têm poucas crateras, o que indica superfícies relativamente jovens;
- As suas densidades e composições químicas são bastante semelhantes.
Devido a estas parecenças, pensou-se que por baixo das suas densas nuvens, Vénus seria tal como a Terra e que até pudesse existir vida nesse planeta. Mas, infelizmente, estudos mais detalhados revelaram que Vénus possui um ambiente extremamente hostil à existência de vida.
A pressão da atmosfera de Vénus à superfície é de 90 atmosferas (mais ou menos a mesma pressão sentida a uma profundidade de 1 km nos oceanos da Terra). É composta maioritariamente por dióxido de carbono. Existem camadas de nuvens com muitos quilómetros de espessura compostas por ácido sulfúrico. Estas nuvens tapam completamente a superfície do planeta, o que pode explicar o facto de existirem poucas crateras e pequenas, pois supõe-se que os meteoritos ao chegarem a atmosfera de Vénus se iram desintegrar, ou ficar com o tamanho diminuído. Esta densa atmosfera produz um grande efeito de estufa que faz subir a temperatura à superfície do planeta a temperaturas acima dos 740 K. A superfície de Vénus, é, na realidade, mais quente que a de Mercúrio, embora esteja quase duas vezes mais afastada do Sol – isto deve-se ao facto de Vénus ter um grande efeito de estufa.
Dados enviados pela sonda Magalhães mostram que grande parte da superfície de Vénus está coberta por correntes de lava, e que existem alguns vulcões, relativamente grandes.



